Eventos académicos

Expertos evaluaron principales políticas y desafíos de India para conseguir el desarrollo

Expertos evaluaron principales políticas y desafíos de India para conseguir el desarrollo
O coordenador do Observatório, Ignacio Bartesaghi, participou do evento “Aliança do Pacífico e TPP. Oportunidades e desafios para o Uruguai”, na terça-feira 27 de setembro, às 9h15m na Câmara de Comércio e Serviços do Uruguai.

O evento contou com a participação de expositores como Paulina Nazal, diretora de Assuntos Econômicos Multilaterais, DIRECON (Chile)

Osvaldo Rosales, ex-diretor da Divisão de Comércio Internacional e Integração da CEPAL (Chile)

Marcel Vaillant, professor titular de Comércio Internacional no Departamento de Economia, UdelaR (Uruguai)

Ignacio Bartesaghi, coordenador do Observatório América Latina-Ásia Pacífico

Francisco Arroyo Vieyra, embaixador do México no Uruguai, e Juan Labraga, catedrático associado de Comércio Internacional da Universidad ORT.

Bartesaghi assinalou que tanto a Aliança do Pacífico quanto o Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP) são acordos de última geração e que o TPP, assinado, mas ainda não vigente, é composto de trinta capítulos.

Salientou ainda que os temas que estão sendo negociados são diversos e abrangem desde o comércio eletrônico até aspectos de facilidades para os empresários, dentre outros.

Quanto aos países que não fazem parte das negociações, Bartesaghi considera que também são por ela atingidos e que, em geral, aqueles que possuem acordos preferenciais profundos "são a minoria" no comércio internacional.

Também acrescentou que o mundo vem se organizando em torno da Ásia, dos Estados Unidos e da União Europeia e que é muito importante acompanhar o RCEP, já que poderia entrar em vigor antes que o TPP.

O professor Marcel Vaillant considerou que "em Genebra, os resultados esperados não foram ainda atingidos e o TPP é ambicioso no estabelecimento de um marco comum para esses países".

Segundo Vaillant, isso implica uma harmonização com base ao princípio da nação mais favorecida.

Disse ainda que o TPP não é o único exemplo de desenvolvimento, mas é muito importante, já que conta com duas grandes economias: o Japão e os Estados Unidos.

Embora vários países-membros já tinham relações, o acordo cria laços entre os que ainda não se vinculavam.

Vaillant salientou que são cada vez mais as atividades econômicas possíveis de serem desenvolvidas e que, em matéria de acesso, os acordos comerciais preferenciais têm cumprido o seu papel, mas ainda não são suficientes, porquanto existe ainda o "protecionismo residual".

O professor destacou que este tipo de acordos contribui para esse fortalecimento, fato muito presente nos países com estrutura exportadora, como o Uruguai.

A seguir, Osvaldo Rosales afirmou que, no tocante à governança do sistema do comercio internacional, a Rodada de Doha de 2001 fracassou e que o TPP decorre justamente disso, levando em consideração a cadeia global de valor e o processo de fusão de bens e de serviços, entre outros aspectos.

Rosales destacou que o TPP é uma negociação complexa, com diferenças geopolíticas, mas que consegue avançar, e salientou que a China está tentando estabelecer relações com a Europa e com o norte da África.

Disse ainda que "uma estrada pode gerar mais comércio que um acordo de livre comércio" e que se os Estados Unidos não estiverem incluídos, não poderia funcionar.

O expositor refletiu sobre os acordos afirmando que se bastassem os acordos de livre comércio sem a necessidade de que os países implementem políticas industriais para diversificar os seus produtos e para apoiar às PMPEs em matéria de acesso à tecnologia, financiamento e capacitação, as vantagens do livre comércio perderiam o seu sentido.

"Na Aliança do Pacífico, o comércio intra-aliança é muito baixo

temos um longo caminho pela frente", concluiu.

Já Paulina Nazal disse que "tanto o TPP quanto a Aliança do Pacífico estão trabalhando muito em matéria de comércio digital porque é uma ferramenta importante para as PMEs".

O TPP conta com um site, no qual as PMEs podem se cadastrar e trocar informações e produtos.

Isso é de grande importância.

Nazal salientou que foi estabelecido o tratamento favorável, já que é possível discriminar em favor destas empresas, outorgando-lhes tratamento preferencial.

Em matéria de gênero, os países estão comprometidos a gerar vagas para mulheres, o que também está presente na Aliança do Pacífico.

Também destacou que no intuito de aumentar o comércio e o investimento, não necessariamente os países desejam diminuir os seus padrões de trabalho, mas os acordos buscam que a legislação trabalhista seja respeitada e que o governo tenha espaços para buscar políticas públicas que protejam a saúde e o meio ambiente.

Por sua vez, Francisco Arroyo Vieyra comentou que o mundo está intercomunicado e que o México tem de mudar a sua forma de pensar para poder abrir suas portas

para isto, segundo o embaixador, o seu país teve de mudar muitas leis.

Também manifestou que houve que pensar como ajudar os setores que "sofreram muito" e que os mexicanos não imaginam o seu país sem o TLC com os Estados Unidos.

Vieyra assinalou que "para o México, o macro-acordo comercial do Pacífico é o desafio de ter boas regras com a China" e que, quando um país cresce, gera emprego e dá às novas gerações a possibilidade de se desenvolver.

Finalmente, Juan Labraga afirmou que os capítulos que se negociam nos acordos não são inventados pelos negociadores, mas que "são demandas das sociedades e dos setores empresariais" que há que negociar para promover e para facilitar o comércio.

Labraga fez questão de salientar que este tipo de acordos surge para todo o leque de temas que vêm surgindo em decorrência da tecnologia e da sociedade atual, afirmando que “muitas vezes, os acordos vão atrás do comércio”.